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31.7.03

Grande Sampaio 

Veto

Esperam-se agora os cortes de estrada do costume. E talvez alguma reacção da Igreja.

Até que enfim 

Não vale a pena acrescentar nada, só redireccionar. O artigo é o "Patético".

Irritação 

Não fora a ética "bloguistica", e acrescentaria uma palavra à declaração de abertura: Irritação.

Do senhor das madeiras ainda se compreende, agora da Presidente da Camâra de Vila de Rei, Irene Barata, já não pode ser. Esta senhora, seguindo os tradição populista, de cada vez que aparece (e agora aparece muito), vem também com a história do lobby do combate ao incêndio. Não a ouvi falar de medidas que a Camâra esteja a tomar (só posso acreditar que elas existam), o que é referido é já habitual desfilar de acusações vagas e nunca fundamentadas. Ainda por cima, agora a moda é o lançamento de suspeitas sem cuidado nenhum por parte de agentes do estado ou com ele relacionados. Claro que a responsabilidade desta situação se deve, em grande medida, à  actuação de alguns jornalistas, mas isso não desculpabiliza, antes pelo contrário, quem devia ter outro entendimento do serviço público. Um dia, com mais calma, terei que voltar a esta questão, agora fica só a irritação.

Ò minha senhora! É assim que se serve a população que a elegeu??

As Pegadas do Gato Negro 



"These pieces emerged from the keys of a piano. Still affected by the powerful emotion of the encounter, and the exhaustion which followed the recording of "Thimar", I set the oud aside for a few months, something that had never happened to me before. It was as though the music came from there, from the space created by that pause. As though it was the very expression of that lack. I did not start out with the intention of writing for the piano. It just replaced the oud. In fact, I used the piano as an instrument of modal writing. I have always had a piano in my studio.

Manfred Eicher, to whom I had played a few initial themes in Carthage, gave me great encouragement to develop them with a view to a recording. I composed some other pieces. Still for solo piano. The piano was the main character, the sole protagonist. It was only later on that the oud came in. It joined the piano gradually, discreetly at first, then it assumed its place. It was a long time, on the other hand, before the idea of integrating the accordion came into my head, whereas it seems obvious to me now. It's like this music's inner song."

Anouar Brahem Le pas du chat noir (ECM 1792)

Valete Alfacinha 

"...Juiz Rui Teixeira pode vir a ser processado por intromissão ilícita nas telecomunicações ao validar a escuta de uma conversa entre Ferro Rodrgues e António Costa..."

Então e o Juiz João Pedroso? Não pode vir a ser processado por violação do segredo de justiça?

No segundo parágrafo da noticia lê-se:

Uma fonte judicial contactada pelo nosso jornal não exclui a eventualidade de a "provar-se uma violação grosseira dos pressupostos que determinaram a escuta, possa haver um crime de violação das telecomunicações". E o arguido seria o juiz Rui Teixeira.

Mais à frente (quarto parágrafo):

Justificando o seu gesto, João Pedroso afirmou ao PÚBLICO que não está em causa qualquer violação do segredo de justiça. "Conheci a escuta através de um jornalista e decidi divulgá-la por estarem em jogo matérias essenciais relacionadas com a liberdade dos cidadãos e com o próprio funcionamento de estruturas de um Estado de direito".

Ou seja, para justificar o título, e todo o enfoque editorial, é suficiente uma fonte judicial. Por outro lado, rejeita-se implicitamente a hipótese de um processo contra JP por violação do segredo de justiça, com base já não na tal fonte judicial, mas na própria opinião de JP.

Incêndios 

Na douta opinião de Emidio Vidigal, vice-presidente da Federação de Produtores Florestais, a culpa dos incêndios é do lobby do combate ao incêndio. É portanto de prever um agravamento da já catastrófica situação, agora que o lobby tem uma componente internacional de peso: a aviação Espanhola.

30.7.03

O Céu é o limite 

O Dr. João Pedroso, irmão de Paulo Pedroso e magistrado, atirou mais uma acha para a fogueira de vaidades lamentável que é a discussão a quente, do segredo de justiça, da prisão preventiva e o blá blá do costume.

Há pouco ouvia na rádio uma entrevista com o Senhor, em que este, deliberadamente, defendia a legimitidade do seu acto de divulgação de uma escuta telefónica (conversa entre Ferro Rodrigues e António Costa), a qual faz parte do processo. A jornalista que o entrevistava deu-se ao trabalho de ler em directo legislação onde, sem qualquer margem para dúvidas, se demonstrava a completa ilegalidade do acto. JP repetiu, por diversas vezes, a sua legimitidade.

O aspecto mais caricato deste episódio (e que serve também como fundamento para uma suposta legitimidade) é que a transcrição terá sido fornecida a este magistrado por um jornalista...

Dúvida 

Hesitei (hesito) sobre colocar ou não uma lista de blogs ali ao lado. Decidi-me, temporariamente, por uma pequena lista que se divide entre algumas referências e preferências. Estas listas podem ter um efeito mais perverso que útil, por isso vamos vendo se é para rever e aumentar, ou nem por isso.

TSF II 

Manda a verdade que se diga que, apesar do rastilho ser dele, Pedro Mexia, de facto mais que iniciá-la (a polémica), foi um dos primeiros a colocar a questão nos termos adequados, ou seja, a enorme pena que nos faria o desaparecimento "desta" TSF.

TSF 

A polémica entre Pedro Mexia e Carlos Vaz Marques sobre a orientação de esquerda da TSF, corre o risco de fazer esquecer aquela que deveria ser a principal preocupação neste momento de incerteza.

O que esta rádio mais tem feito ao longo de já várias décadas é verdadeiro serviço público. À nossa volta a maioria (o "pais real") recusa o debate, a reflexão, concedendo aos media cada vez mais um estatuto de entretenimento anestésico. Desde o inicio que o projecto TSF não alinhou nesta onda. Foi com muita imaginação e, sobretudo profissionalismo, que se tornou uma referência no panorama radiofónico em Portugal. Um posicionamento político à esquerda, é (tem sido) mais ou menos discreto, e à excepção da cobertura da intervenção no Iraque, quase sempre irrelevante para uma apreciação globalmente muito positiva.

É pois natural que se sinta uma certa angústia perante a demissão de toda uma direcção, em particular Carlos Andrade. O problema não é a demissão, como o próprio CA diz, foi director "mais tempo do que previa", a questão são as circunstâncias que rodeiam todo este episódio, ou seja, a consultadoria de Emidio Rangel com eventuais alterações à matriz fundadora impostas nesse âmbito. Não esquecendo que ER esteve na origem do projecto, todo o seu percurso posterior amplifica a angústia. Por outro lado, e esta é a razão fundamental deste post, a forma repentina como tudo se deu e o silêncio que se sente (até na própria TSF) sobre este assunto, leva-me a intuir o pior. Que não se entenda nada disto como uma negação do estatuto de liberdade que a TSF tem como instituição privada. De todo. É apenas a minha opinião.

A este propósito registo uma pequena nota de um dos "resistentes" Francisco Amaral (como sempre, contra a corrente...) e o trabalho do Jornalismo e Comunicação o qual não tem tido o destaque merecido. Infelizmente tem sido muito mais frequente, nos blogs, a referência à polémica PM/CVM...

Alternativa 

ao folhetim Casa Pia



Cat Power - Names (Letra)

Carris II 

Logo a seguir ao post anterior, a prova de que não se deve ser definitivo...

Comboio na Ponte 25 de Abril é um caso de sucesso

29.7.03

Carris 

Das noticias recentes sobre a reestruturação na Carris, com despedimentos anunciados de 1200 trabalhadores e venda de património, para além das questões da empresa, que aqui não vou discutir, registo mais um sinal dos tempos na vida urbana em Portugal (pelo menos na Grande Lisboa). Sinal claramente negativo, na medida em que o principal factor do descalabro da empresa de transporte público, é uma acentuada diminuição do número de passageiros nos últimos anos. Pelo contrário, o tráfego particular tem conhecido expansões significativas, com cada vez mais consequências nefastas e diminuição da qualidade de vida para quem se desloca diariamente de e para a cidade. Este não é claramente um debate que interesse a população, sendo aliás o comportamento individual o principal motivo deste estado de coisas.

E não me venham com a história do costume que sustenta ser a falta de qualidade do transporte público a principal causa da não adesão ao mesmo. Quem fosse comparar, com honestidade, o transporte público de hoje com o de há 20 anos, só poderia esperar um aumento considerável de utentes e não o inverso, dada a indiscútivel melhoria generalizada. Veja-se por exemplo o Metro.

Este é o Portugal de que não gosto, que não aprende com os bons exemplos de vida urbana.

Declaração II 

Experiência 1... 2...

Pensamentos, comentários, opiniões, emoções. Vamos lá a ver se aquilo que aqui se dirá, algum interesse terá. O conteúdo será o fundamental, a forma instrumental. Assim, para já o template é básico, posteriormente se enriquecerá.

Sem alinhamentos, o que não quer dizer sem opinião, sem punhos erguidos, o que não quer dizer sem convicções. Procurarei não ser definitivo. Nem mesmo agora.

É importante o retorno, se ele não existir, entenderei a mensagem dessa ausência.

Declaração 

Para ser coerente:

"...ainda não vi a bomba H
ainda não vi a de neutrões
ainda não vi os meus travões
a ver se paro antes de chegar lá...

...quando eu nascer para a semana, ó mana
hei-de ouvir o teu parecer
hás-de me dizer
se é cada coisa para seu lado
ou se isto anda tudo ligado..."

Sérgio Godinho

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